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Cachaça certificada, qualidade
garantida.
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Cachaças
Prosa e Viola e Terra de Minas vão apresentar os seus
produtos
certificados na 10ª Edição da Expocachaça
de 31 de maio a 3 de junho de 2007.
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Duas marcas mineiras inauguram um novo segmento
de mercado que vende confiança ao consumidor:o das
cachaças com selo de qualidade.
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De norte a sul do Brasil, aonde quer que o viajante
apeie do cavalo, não demora pra que alguém apareça
pra oferecer a melhor cachaça do mundo. Desfiando
argumentos incontestáveis, o anfitrião vai
enfileirando as qualidades do precioso líquido, sem
deixar ao recebedor de tal distinção nenhuma margem
de dúvida sobre a excelência da bebida oferecida.
Quem já rodou as grotas e as currutelas deste nosso
mundão sem porteira certamente já se viu nessa
situação. E ai de quem pensar em rebater as razões
expostas em favor da favorita da terra. É caso de
ofensa grave. |
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Com o recente alargamento da fama da pura aguardente
de cana brasileira, isso também vem acontecendo com freqüência
nos restaurantes, bares e botecos que incluíram a cachaça no seu
cardápio. Ou é o dono do estabelecimento, ou é o garçom ou é um
palpiteiro qualquer, sempre aparece alguém pra louvar uma e
esconjurar outra. O proceder mais aconselhado nessas situações é
enfiar a cara e virar o copo, torcendo pra que o prejuízo seja o
menor possível. É claro que haverá ocasiões em que o bebedor vai
se surpreender positivamente, a ponto de pedir a segunda e até a
terceira dose. Mas na hora em que o sujeito se vê ali sozinho na
frente do primeiro copo, não há nada no mundo que possa
diferenciar um engasga-gato de uma bebida de qualidade.
Quer dizer, não havia. O Ipem, que é o Instituto
de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo, acaba de
inaugurar
oficialmente o seu programa de certificação de cachaças,
que promete um socorro precioso pra quem enfrenta esse tipo
de situação. O trabalho começou pra valer no último mês de
abril, quando os técnicos da instituição saíram cortando
estrada pelo sertão afora pra fazer o que eles chamam de
avaliações de conformidade, que incluem auditorias do
processo produtivo e exames de laboratório de amostras do
produto avaliado, tanto na fábrica quanto no comércio.
A regra estabelecida para a certificação é extremamente
rigorosa pra todas as etapas da produção da cachaça, desde
as condições de cultivo da cana e manejo da lavoura até os
cuidados necessários para evitar a contaminação do produto
final. Na roça, os técnicos do Ipem fiscalizam, entre outras
coisas, a adoção de cuidados especiais com fertilizantes e
outros insumos que possam representar algum risco para o
meio ambiente e para os trabalhadores. O sistema de produção
também deve garantir a preservação das fontes de água
potável, dos rios e das áreas de mananciais da propriedade.
São exigidos ainda cuidados especiais com os resíduos da
produção, que em vez de serem descartados na natureza devem
ser aproveitados na lavoura, como adubo natural, ou como
fonte de alimentação para o gado. A lista de verificações
dos auditores também inclui a proibição do uso de madeiras
nativas no aquecimento do alambique.
Além disso, os técnicos também fiscalizam as condições de
trabalho dos empregados, observando o absoluto cumprimento
da lei, que proíbe o trabalho infantil ou adolescente e
exige a utilização de equipamentos individuais de segurança
e instalações adequadas para refeições e para uso sanitário
do pessoal. No alambique, os fiscais dedicam atenção
especial às condições de limpeza e higiene, tanto das
instalações quanto dos equipamentos e também dos próprios
funcionários envolvidos na fabricação da cachaça. E o
ambiente ainda tem de ser protegido e isolado, de forma a
não permitir o acesso de animais domésticos nem a entrada de
passarinhos e de insetos. |
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As cachaças Prosa e
Viola e Terra de Minas, produzidas pela
Agroindústria Prosa e Viola, no município mineiro de
Morro da Garça, são as duas primeiras marcas a
receberem a certificação do Ipem. Segundo Daniela
Vilaça, gerente de vendas da empresa, a idéia de se
submeter aos rigorosos critérios de avaliação do
instituto foi assumida como um grande |
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Momento da entrega
do Certificado ao produtor
José Antônio |
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desafio, que exigiu paciência, determinação e
investimento pra cumprir a lista de exigências
necessárias para a obtenção do selo oficial de qualidade.
“Tivemos de modificar alguns procedimentos e adaptar a nossa
estrutura à cartilha do Ipem, e pra isso foi necessário
muita determinação da nossa parte. Mas valeu a pena, por
vários motivos. Um deles, é claro, é a nossa estratégia
comercial, que ganha um aval da maior importância para o
posicionamento dos nossos produtos num mercado que já é
muito seletivo. Mas o ponto principal pra nós é que a
certificação significa oferecer uma garantia incontestável
ao consumidor, especialmente aquele que ainda não conhece o
trabalho que está sendo feito pela empresa nestes últimos
anos”, enfatiza ela. A cachaça Prosa e Viola, lançada em
2004, é envelhecida por três anos em barris de carvalho e
tem como características principais o sabor e o aroma
suaves, com baixa acidez, ideal pra ser degustada pura. Já a
Terra de Minas, que nasceu em 2005, é envelhecida por um ano
em tonel de jequitibá, madeira que praticamente não altera a
coloração nem o aroma originais da bebida, apresentando-se
assim como opção para drinques e coquetéis. As duas têm
graduação alcoólica de 40° GL, e são produzidas de forma
artesanal, de acordo com a secular tradição da cachaça
mineira, mas obedecendo também às novas exigências de
respeito ao meio ambiente desde a produção da cana até a
obtenção do produto final. |
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A matéria acima foi extraída do site
www.cachacas.com |
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