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IBRAC, um dos apoiadores da 11ª Expocachaça, que acontece de 5 a 8 de junho, em Belo Horizonte, luta para amenizar a carga de impostos que sacrifica o pequeno produtor da bebida. “É a ganância do governo em cima daqueles que tentam sobreviver”, diz Cesar Rosa. Além de apoiador, o IBRAC participa do evento com um stand institucional.
No país onde a palavra cachaceiro está se tornando sinônimo de especialista em cachaça, com status semelhante ao do sommelier, especialista em vinho, o estado de Minas Gerais tem papel preponderante na alta-estima de uma das bebidas mais consumidas no Brasil. “Eles realmente conseguem levantar poeira”, afirma Cesar Rosa, presidente do IBRAC, que também aponta as falhas de um mercado produtor extremamente pulverizado, como a distribuição precária da bebida pelo Brasil. Os que exportam estão com uma margem de lucro muito reduzida, se não atuam com prejuízo, em razão da valorização cambial.
Minas reúne hoje aproximadamente 800 produtores. A maioria quer conquistar o mercado externo para o consumo de cachaça em dose. Hoje, 90% da bebida exportada para o exterior é a cachaça branca para o preparo da caipirinha. “Por isso, o grande negócio da bebida ainda é o mercado interno, das classes A e B. Minas tem papel especial no marketing da cachaça, pois assim como em outros Estados, os produtores têm investido muito na melhoria da qualidade do produto, em embalagem e rotulagem diferenciadas, agregando ainda mais valor” afirma Rosa.
De acordo com Rosa, nos últimos dez anos, o mercado produtor da Cachaça tem sofrido significativas mudanças no seu perfil. “Hoje falamos a mesma língua e a profissionalização é muito maior” afirma. De acordo com ele, do total dos 40 mil produtores estimados, 99% são pequenos e médios. “A redução de impostos é um estimulo para a geração de novos empregos e a possibilidade de novos negócios, inclusive do crescimento do mercado externo”, afirma. . Em 2006, foram exportados 11 milhões de litros gerando uma receita de US$ 14,4 milhões. Atualmente a Cachaça é exportada para mais de 60 países, sendo aos principais destinos: Alemanha, Portugal, Espanha, França e Estados Unidos.
As principais bandeiras levantadas pelo IBRAC e pelas quais tem trabalhado intensamente em Brasília, é que a carga tributária em cima do pequeno e médio produtor tenha tratamento diferenciado. “O Governo precisa entender que esse produtor, em razão do seu tamanho e das dificuldades da produção e distribuição, luta para sobreviver e por isso precisa de um tratamento tributário diferenciado”, afirma.
A exportação, que segundo Rosa, é uma grande oportunidade para o setor, encontra no IBRAC um dos principais promotores. Pensamos no desenvolvimento do mercado externo como complemento à denominação de origem”, explica Rosa.
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| SOBRE A FEIRA |
De 5 a 8 de junho no Expominas, em Belo Horizonte, acontece a 11° edição da Expocachaça - feira que traz inúmeras marcas de cachaça de todo o Brasil, e apresentam novidades em tecnologia e equipamentos, missões internacionais, atrações culturais de primeira linha sem perder as raízes rurais do produto. Em coletividade com o Super Agro-Minas – um dos mais importantes eventos do agronegócio mineiro e brasileiro, em uma parceria público/privada com o Governo de Minas. O IBRAC – Instituto brasileiro da cachaça é um dos apoiadores do evento e participará com estande institucional na feira.
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| SOBRE A ENTIDADE |
O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) foi fundado no primeiro semestre de 2006 e tem diversos associados distribuídos em todo o território nacional. Entre os seus associados figuram as principais empresas do segmento produtivo, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras. Além de empresas individuais, o IBRAC possui também associados coletivos como associações, federações e sindicatos da categoria, associados institucionais e associados honorários.
O principal objetivo do instituto é promover, ordenar institucionalmente e colaborar com as autoridades competentes no controle e regulamentação da Cachaça, da aguardente de cana e de outras bebidas derivadas da cachaça ou da aguardente de cana, para assegurar o cumprimento da legislação nacional.
O IBRAC se dedica também à promoção de pesquisas, estudos e projetos voltados ao aperfeiçoamento e à melhoria da qualidade dos processos de produção, bem como à coordenação da publicidade institucional da cachaça e seus derivados. O Instituto realiza eventos promocionais de âmbito nacional e internacional, zelando pelo reconhecimento, registro e regulamentação da Cachaça como expressão da cultura brasileira.
A entidade trabalha em parceria com as autoridades competentes na fiscalização e controle da produção, armazenamento, envelhecimento, rotulagem e comércio da Cachaça e seus derivados, com vistas ao aumento da qualidade do produto.
O instituto vem envidando esforços no sentido de ampliar o mercado consumidor do produto, sobretudo por meio do aumento das exportações da Cachaça e seus derivados, buscando a ampliação da demanda no exterior e a oferta de um produto de qualidade internacional.
O IBRAC também tem se dedicado ao processo de consolidação e reconhecimento da Cachaça no mercado internacional como um destilado genuinamente brasileiro.
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