Materia impressa no
caderno agropecuario
do
Jornal Estado de Minas
no dia 14-04-2008
Sedução
da cachaça se espalha pelos EUA, diz 'NYT'
Importações crescem de 100 mil litros,
em 1998, para 647 mil litros em 2007;
preço é até 5 vezez maior
O gosto pela cachaça vem se espalhando
pelos Estados Unidos, afirma reportagem
publicada nesta quarta-feira pelo diário
americano The New York Times. Segundo o
jornal, as importações do produto
brasileiro cresceram de menos de 100 mil
litros em 1998 para 213 mil litros em
2002 e 647 mil litros em 2007.
A reportagem observa que as duas marcas
que dominam o mercado, Pitú e 51, são
produzidas em escala industrial e
comercializadas nos Estados Unidos por
até cinco vezes seu preço de venda no
Brasil, "onde elas custam pouco mais do
que uma garrafa de água e são pouco
respeitadas".
O texto, que traz uma orientação sobre
como pronunciar o nome da bebida (ka-SHA-sas),
comenta que os americanos que já
experimentaram o aguardente
provavelmente o fizeram como parte de
uma capirinha (kye-peer-EEN-yahs,
orienta o jornal).
Mas o NYT comenta que há um crescente
interesse nos Estados Unidos por
cachaças artesanais, envelhecidas em
tonéis de madeira. "As cachaças
envelhecidas, que normalmente passam ao
menos um ano em tonéis de madeira,
representam ainda apenas uma pequena
fração do mercado total de cachaça nos
Estados Unidos", diz o jornal. "Mas a
demanda está crescendo."
A reportagem comenta que mesmo no Brasil
o gosto pela cachaça como bebida fina
também é uma novidade. "Apesar de a
cachaça existir desde o século 16,
somente na última década que as marcas
mais finas se tornaram populares", diz o
texto.
Antônio Rocha, produtor da cachaça
Rochinha, no Estado do Rio de Janeiro,
comenta ao jornal que "até os anos 1990,
a cachaça não tinha nenhum valor". "As
cachaças que vendiam bem eram as
anunciadas; as de qualidade não eram
anunciadas e dependiam só do boca-a-boca",
diz.
Para um importador citado pela
reportagem, o mercado da cachaça "ainda
está em sua infância". "O que a cachaça
pode mostrar ao mundo é uma variedade de
sabores que não está disponível em
nenhum outro aguardente", diz o
importador.
Fonte: BBC Brasil
Cachaçarias miram o
mercado chinês
São Paulo - A
estabilização do
mercado de cachaças,
com crescimento de
cerca de 3% anuais
nos últimos cinco
anos, faz com que as
grandes cachaçarias
do Brasil ampliem a
procura por mercados
no exterior e
diversifiquem cada
vez mais a produção.
Empresas como
Companhia Müller de
Bebidas, fabricante
da Caninha 51,
Oncinha, Sagatiba e
a Indústrias
Reunidas de Bebidas
Tatuzinho (IRBT),
que produz entre
outras a Velho
Barreiro, garantem
crescimento acima do
mercado abrindo
novas portas no
exterior e agregando
valor aos produtos.
Trata-se de um
segmento que
movimenta R$ 2
bilhões por ano no
Brasil. Depois de
três anos estudando
o mercado chinês, a
IRBT se prepara para
invadir o maior
mercado consumidor
do mundo até o final
deste ano com a
cachaça Velho
Barreiro. "Estamos
estudando e
analisando os
hábitos de consumo
da população.
Avançamos bastante e
estamos nos
aproximando do
parceiro ideal",
contou César Rosa,
presidente da IRTB e
do Instituto
Brasileiro da
Cachaça. "É um
desafio fazer um
chinês beber
cachaça. Eles têm
restrições ao
consumo de álcool",
ponderou Rosa. Para
conseguir sucesso no
mercado externo, o
executivo contou que
apostará também em
produtos derivados
da cachaça, como a
caipirinha pronta. "Estamos
aumentando nosso portfólio para
exportação. Inserimos produtos
com maior valor agregado, como
cachaças especiais e a
caipirinha pronta", explicou. Em 2006, a IRTB
exportou 2,1 milhões de litros
de cachaça, volume ainda pequeno
diante da produção de 40 milhões
no ano.
No
entanto, as expecativas de
crescimento das
exportações são
maiores. Enquanto o
volume deve crescer
8%, as vendas para
outros países deve
aumentar 14% este
ano. Quem também
está de olho em
novos consumidores é
a Sagatiba, que
desde o seu
surgimento, em 2004,
tem o mercado
externo como um
objetivo a ser
conquistado. Régis
Pina, diretor
comercial da
empresa, conta que
até o final do ano a
Sagatiba - que já
está presente em
quatorze países -
pretende entrar na
Austrália, Rússia,
República Tcheca e
Polônia. Além disso,
o executivo adiantou
que a Sagatiba
também pretende
entrar na China até
o final de 2008. A
empresa pretende
iniciar a
comercialização de
sua marca em outros
quatro estados
norte-americanos
(Flórida, Nevada,
Califórnia e
Illinois).
Atualmente as
cachaças podem ser
encontradas apenas
em Nova York.
"Trabalhamos muito
com a comunidade de
bartenders do país.
Eles são
fundamentais na
escolha dos
produtos", explicou
Pina. No ano
passado, a empresa
vendeu cerca de 1,2
milhão de garrafas.
"Estamos dobrando de
tamanho nos últimos
anos e nossa
intenção é repetir
esse crescimento em
2007". Apesar do
objetivo, o
executivo ressaltou
que a prioridade da
marca é conseguir
abrir novos
mercados. "O volume
vai ser conseqüência
desse trabalho",
disse. Segundo ele,
o principal desafio
das cachaçarias é
conseguir incluir a
aguardente
brasileira dentro da
categoria de
destilados
internacionais, hoje
dominadas pelo
Whisky, pela Vodka,
a Tequila, o Rum e o
Gim. "Estamos
construindo isso e
sendo reconhecidos",
afirmou Pina. Esse
esforço da Sagatiba
é valorizado até
mesmo pelos
concorrentes. "A
Sagatiba é muito
importante para o
setor pois realiza
bastante ações de
marketing e
propaganda",
reconheceu Rosa, da
IRBT. Os planos da
Sagatiba incluem
elevar o porcentual
das exportações da
empresa, que
atualmente estão em
35%, para 50% do
faturamento o mais
rápido possível. "A
nossa proposta tem
sido bem recebida
nos países em que já
atuamos", disse.
Apesar das
ambiciosas metas
para o mercado
externo, o executivo
afirmou que o
principal é ser bem
aceito no mercado
brasileiro. "Temos a
intenção de
construir uma marca
global.Precisamos
ser bem sucedidos no
mercado de origem" ,
informou.
Atualmente, a
capacidade total da
unidade de
fabricação da Sagatiba,
localizada na região
de Ribeirão Preto, é
de 1,8 milhão de
garrafas por mês.
"Ainda temos como
ampliar bastante a
nossa produção",
afirmou o executivo.
Além da Sagatiba e
da IRBT, a Oncinha
também pretende
ampliar seu espaço
no exterior.
Diferente das suas
concorrentes, a cachaçaria
de Ourinhos, no
interior de São
Paulo, exporta sua
cachaça a granel.
Atualmente, a
empresa tem parceria
com a Excelsior, que envasa, distribui e
comercializa sua
cachaça nos Estados
Unidos e na França.
A empresa pretende
ampliar a
participação das
exportações em seu
faturamento de 2% em
2006 para 6% em
2007. "Estamos
negociando com
empresas de outros
seis países",
afirmou Fernando
Ferrari, presidente.
Segundo o executivo,
além da ampliação
das exportações, a
Oncinha pretende
diversificar ainda
mais o portifólio de
produtos no mercado
interno. A
expectativa da
empresa é crescer 8%
em 2007. Expansão:
Luis Augusto Muller,
um dos sócios da
Companhia Müller de
Bebidas, fabricante
da Caninha 51, marca
líder no mercado
nacional, classifica
o ano de 2007 como
"muito bom". "Nossa
expectativa é
crescer até 5% esse
ano", disse. Em
2006, a companhia
produziu cerca de
220 milhões de
litros e alcançou
faturamento de R$
550 milhões. A
Müller exporta para
50 países e o
executivo considera
todos importantes da
mesma maneira. Em
2006, as cachaçarias
brasileiras
exportaram 14
milhões de litros. A
expectativa de
crescimento é de 7%
nas exportações em
2007.
Reunimos os maiores
especialistas do Brasil
para eleger as 20
melhores aguardentes
Por Willian Vieira
Cada vez mais, o Brasil deixa de
ser o único país do mundo a se
envergonhar do seu destilado. A
boa e velha cachaça há muito
deixou de ser uma bebida sem
valor. Hoje é apreciada em
confrarias, tem admiradores
mundo afora e já conta com
legislação específica. Fatores
que, combinados, impulsionam um
mercado promissor, com lucro de
até 600 milhões de dólares ao
ano.
São mais de 5 mil marcas de
cachaça legalizadas no Brasil e
uma produção de cerca de 1,4
bilhão de litros ao ano. Nessa
conta estão desde cachaças
artesanais que levam anos para
ficarem prontas e podem custar
até 500 reais a garrafa, até
pingas industriais produzidas em
algumas horas e vendidas a 2 ou
3 reais. Um abismo não só de
preço, mas principalmente de
qualidade. Dizer qual cachaça
tem sabor mais intenso, melhor
buquê, melhor aroma e, em
especial, qual realmente vale o
que se paga por um vinho
importado (embora raramente
custe tanto) não é tarefa
simples. Por isso, reunimos 13
experts no assunto e pedimos que
eles votassem nas melhores
cachaças do Brasil. Apurada a
votação, levamos o químico
especialista em destilados Erwin
Weimann, autor do livro Cachaça:
a Bebida Brasileira, à
Universidade da Cachaça, em São
Paulo, onde, ao lado do chef
Sérgio Arno, dono da casa, ele
degustou e comentou cada uma das
20 escolhidas. Confira aqui
quais são, segundo os bons
entendedores, as melhores
aguardentes do país.
Bebida de sabor
forte e bastante
pronunciado, a
paraibana
Volúpia é uma
das duas
representantes
das cachaças
nordestinas na
votação dos
especialistas.É
descansada em
freijó, uma
madeira típica
do Nordeste,
raramente usada
por outros
produtores e que
pouco interfere
na bebida, o que
explica a cor
branca dessa
aguardente.
Cachaça
envelhecida de
excelente
equilíbrio e
harmonia. A
combinação de
três madeiras
suaviza a força
da umburana e
proporciona um
sabor palatável,
puxado para o
amargo.
18º Lugar Seleta
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
42%
Envelhecimento:
dois anos em
umburana
Envelhecida em
umburana, a
Seleta é um bom
exemplo da
presença dessa
madeira, que
empresta um
gosto acre,
forte e
persistente por
muito tempo.
Recomendada aos
que gostam de
sabores
intensos.
17º Lugar Abaíra
Procedência:
Chapada
Diamantina, BA
Graduação
alcoólica:
41%
Envelhecimento:
três anos em
carvalho
Límpida e
brilhante, com
aroma suave.
Nela prevalece o
carvalho, que
virou um símbolo
de qualidade
entre
destilados, por
causa dos
whiskies e
cognacs.
16º Lugar Lua
Cheia
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
45%
Envelhecimento:
entre dois e
três anos em
bálsamo
Das mais típicas
de Salinas. O
bálsamo confere
a ela uma cor
dourada e
cintilante, além
de trazer um
sabor amadeirado
e levemente
apimentado.
15º Lugar Mato
Dentro
Procedência:
São Luiz
do Paraitinga,
SP
Graduação
alcoólica:
41%
Envelhecimento:
descansada oito
meses em
amendoim
Na variação
Prata, a
escolhida pelos
votantes, ela é
envelhecida em
tonéis de
amendoim, uma
madeira neutra,
que interfere
pouco na
aguardente, e dá
coloração
límpida. Tem
sabor e aroma
delicados,
próximos da
cana. Quase com
"cheiro de
roça".
14º Lugar
Corisco
Procedência:
Parati, RJ
Graduação
alcoólica:
45%
Envelhecimento:
dois anos em
carvalho
"É uma cachaça
jovem, que ainda
precisa
envelhecer",
afirmam nossos
conhecedores. A
combinação de
muito álcool e
pouco
envelhecimento,
característica
das cachaças de
Parati, resulta
numa bebida
forte e picante.
Boa
representante
das pingas da
região.
13º Lugar
Sapucaia Velha
Procedência:
Pindamonhangaba,
SP
Graduação
alcoólica:
40,5%
Envelhecimento:
dez anos em
carvalho
É do
envelhecimento
no carvalho que
vem o sabor e o
buquê
acentuados.
Criada em 1930,
tem fama de ser
produzida com
extremo cuidado.
12º Lugar
Indaiazinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
48%
Envelhecimento:
oito anos em
bálsamo
De cor dourada,
passa por longo
envelhecimento
no bálsamo, o
que dá a ela um
sabor
ligeiramente
semelhante ao de
amêndoa. "Para
se beber de
joelhos", diz
Weimann.
11º
Lugar Marai
Izabel
Procedência:
Parati, RJ
Graduação
alcoólica:
44% (o
rótulo
indica,
erroneamente,
42%)
Envelhecimento:
entre um e
quatro anos em
carvalho
Suave,
agradável, de
baixa acidez.
Aroma e sabor
lembram a cana.
Se destaca entre
as cachaças de
Parati pelo
esmero da
produtora e pelo
uso do carvalho.
10º Lugar
Piragibana
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
47%
Envelhecimento:
22 anos em
bálsamo e
carvalho
A Piragibana é
harmônica, com
sabor e aroma
persistentes,
ainda que
delicados -
resultado do
longuíssimo
envelhecimento
em bálsamo e
carvalho. Caso
típico de
influência da
combinação de
madeiras, aqui
escolhidas por
Juventino
Miranda, o
produtor.
9º Lugar
Magnífica
Procedência:
Miguel Pereira,
RJ
Graduação
alcoólica:
45%
Envelhecimento:
três anos em
carvalho
Uma cachaça
equilibrada.
Apesar dos 45%
de graduação
alcoólica, a
Magnífica é uma
bebida suave,
que desce fácil
e apresenta
buquê simples de
cana jovem. Sua
cor límpida é
mais um
destaque.
8º
Lugar Armazém
Vieira
Procedência:
Florianópolis,
SC
Graduação
alcoólica:
44%
Envelhecimento:
quatro anos em
ariribá
O ariribá,
madeira do
litoral
catarinense
pouco usada no
armazenamento de
cachaças, tem
interferência
mínima na bebida
e permite que
ela envelheça
sem afetar o
gosto da cana.
Desce macia,
segundo os
especialistas,
pois o frescor
da cana
equilibra bem
com a madeira.
7º Lugar Casa
Bucco
Procedência:
Passo Velho, RS
Graduação
alcoólica:
40%
Envelhecimento:
dois anos em
bálsamo e
carvalho
Seu aroma e o
sabor de
carvalho são
persistentes e
lembram um bom
brandy. É ácida
e um pouco
forte, sabores
típicos de um
terroir com pH
elevado. Para
quem gosta de
carvalho e de
tudo o que a
madeira
empresta à
bebida.
6º Lugar
Boazinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
42%
Envelhecimento:
dois anos em
bálsamo
Cor brilhante e
viscosidade
perfeita, com
forte presença
do bálsamo no
aroma e no
sabor, que
persistem
longamente. A
Boazinha é uma
clássica
representante de
Salinas, por
causa da
influência da
madeira: cor bem
amarelada e
sabor marcante.
A cidade de
Januária já foi
sinônimo da
bebida, mas
perdeu a vez
para Salinas
como região
emblemática da
cachaça mineira.
A Claudionor,
porém, é ótima
opção para quem
gosta de cachaça
à moda antiga,
forte, com muito
gosto de cana.
Para adequar-se
à nova
legislação, teve
de reduzir seus
54% de graduação
alcoólica para
"apenas" 48%.
Transparente,
apesar de bem
envelhecida,
Claudionor tem
buquê neutro, de
cana madura e
bem descansada,
cujo gosto
persiste na
boca. É uma
cachaça com
corpo,
equilibrada,
perfeita para
quem foge das
madeiras.
4º
Lugar Germana
Procedência:
Nova União, MG
Graduação
alcoólica:
40%
Envelhecimento:
dois anos em
carvalho e
bálsamo
Facilmente
reconhecida numa
prateleira
devido à
embalagem, a
garrafa da
Germana é toda
revestida de
folhas secas de
bananeira por
mulheres artesãs
do Engenho de
Nova União.
O
objetivo é
proteger a
bebida da luz e
do calor e assim
manter suas
características.
Antes de ser
engarrafada, a
Germana
envelhece dois
anos em tonéis
de carvalho e
bálsamo. O
resultado é uma
cachaça suave,
com sabor sutil,
que pode agradar
também ao
público leigo.
3º
Lugar Canarinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação
alcoólica:
44%
Envelhecimento:
três
anos em
bálsamo
A procedência e
o sobrenome do
produtor são
belas
credenciais.
Produzida em
Salinas, a
Canarinha é
feita por Noé
Santiago,
sobrinho de
Anísio Santiago,
criador da
famosa cachaça
Havana (veja
abaixo). Antes
de ser embalada
nas tradicionais
garrafas de
cerveja, ela é
envelhecida por
três anos em
tonéis de
bálsamo, o que
lhe confere uma
cor suave,
amarelinha, e um
sabor levemente
apimentado,
típico das
aguardentes de
Salinas. Para
Weimann, a cor
dourada como um
champagne, o
sabor frutado e
o buquê de
flores do campo
e capim fazem a
diferença. "É
uma cachaça das
mais puras,
equilibrada,
persistente e
excelente",
garante Weimann.
Anísio Santiago
é mais que uma
cachaça - é um
mito. Forte, com
cheiro de
madeira seca, um
leve amargor que
permanece na
boca, sabor e
aroma
persistentes. "O
segredo de
Anísio é a
combinação de
madeiras
diversas. Não é
perfeita, é mais
uma boa cachaça,
um ícone a ser
reverenciado",
diz Weimann. E
que se tornou
mitológica
devido a uma
questão
judicial: a
Havana perdeu o
nome e foi
rebatizada como
Anísio Santiago.
Hoje, uma
garrafa antiga
de Havana chega
a custar mais de
20 mil reais. "É
o marketing
'cubano': 'a
gente faz por
gosto, dane-se o
mercado, quem
quiser que corra
atrás'. Ainda
que haja uma
dúzia de
cachaças tão
boas quanto ela
por 10% do
preço", diz o
jornalista
Ronaldo Ribeiro,
autor de várias
reportagens
sobre a Havana.
O preço de uma
Anísio Santiago
varia bastante,
podendo custar
entre 200 e 300
reais em São
Paulo. "A
expectativa é
tão grande que,
ao provar, no
primeiro gole
você já está
fascinado",
garante Ribeiro.
Tal é o sabor de
uma boa
história.