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Agronegócio
As empresas e pessoas ligadas ao agronegócio da cachaça e da
cana de açúcar terão, igualmente, oportunidade de visitar e conhecer
o que de mais importante e atual acontece, neste momento, em todo o
mundo neste segmento em especial o chamado etanol da fazenda que é
produzido utilizando as sobras ( cabeça e calda) da produção de
cachaça.
Na feira estarão presentes firmas de embalagem e envasadoras
de bebidas, tanoarias, fabricantes de alambiques, rolhas, tampas e
garrafas, empresas criadoras e produtoras de rótulos, sem falar, é
claro, nos diversos produtores de cachaça.
O visitante poderá conhecer a máquina da ARBRÁS, com
capacidade de engarrafar 3 mil garrafas por hora e os produtos em
Inox, da Acesita.
Uma missão comercial do Chile e empresários da República de
Cabo Verde já confirmaram sua participação na feira, bem como
representantes de uma das mais dinâmicas empresas de produção e
venda de destilados em todo o mundo e que já comercializa a cachaça
brasileira nos Estados Unidos.
Produtores
Mais de 800 produtores já confirmaram sua presença na
Expocachaça 2007 que terá, também, a participação de oito
cooperativas, quatro grupo corporativos e associações, a AMPAQ,
SEBRAE/BRASIL, SEBRAE/MINAS, INMETRO, BELOTUR, SESC/MG, FENACA,
SINDIBEBIDAS/FIEMG, SECRETARIA ESTADUAL DE TURISMO, SINDHORB,
SINDIPROM, entre outros.
Vários estados também estarão presentes à feira: São Paulo,
Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
No seu stand, o SEBRAE/BRASIL apresentará as cachaças já
certificadas pelo INMETRO, mostrando ainda o que deve ser feito para
a conquista deste selo de qualificação, cada vez mais importante
para os mercados nacional e internacional.
No setor dos produtores várias curiosidades. De Cláudio virá
a cachaça Mingote, fabricada pela família de Dona Risoleta Tolentino
Neves;
A Bodocó apresentará sua cachaça de 15 anos de
envelhecimento, enquanto a Prazer de Minas estará com sua embalagem
especial em caixas de luxo de madeira e garrafas francesas.
A feira será o palco de lançamento da cachaça Pau Brasil e a
Mel de Minas exibirá seu rótulo dedicado ao Cruzeiro Esporte Clube.
A mais antiga cachaça de Minas, a Século XVIII, é outra
participante enquanto a Garrafaria Serra Negra apresentará a sua
garrafa com a bandeirinha de Minas.
A Vale Verde, além de apresentar o seu parque temático,
estará com a sua cachaça de 10 anos de envelhecimento. Por sua vez,
a Grupiara poderá ostentar o seu prêmio recebido em São Francisco,
Califórnia.
Artes e Espetáculos
Mais uma vez, numa parceria com o SESC/MG, a Expocachaça será
palco de apresentações artísticas durante todos os dias, com a
presença de grandes duplas sertanejas, violeiros e cantadores,
grupos de serestas, bandas de músicas, e música dos anos 60 e 70,
Bossa Nova e a imperdível Banda Russo Jazz Band, que se apresenta na
Feira desde a sua criaçã, entre muitos outros atrativos.
Estes espetáculos poderão ser assistidos com tranqüilidade,
já que um amplo espaço está sendo destinado ao público. Na frente do
palco cabem mais de 2000 pessoas em pé.
A programação final será apresentada nos próximos dias, mas
desde já as pessoas que gostam de conhecer curiosidades vão ter a
oportunidade de visitar a já famosa coleção de rótulos de cachaça da
artista plástica Lótus Lobo e exemplares do Museu da Cachaça de
Murai Caetano.
Outra exposição que, certamente, despertará atenções é a da
Casa da Fazenda-Arte em Miniatura, do artista plástico Wagner
Cardoso, de Campos Altos, Minas Gerais, apresentando construções
rurais em miniaturas, com riqueza de detalhes e perfeccionismo.
Cursos e debates
A exemplo das feiras anteriores, a Expocachaça 2007 destinou
tempo e espaço para amplos debates sobre o agronegócio da cana de
açúcar e cachaça, cursos de coquetelaria e gastronomia,
mesas-redondas com a participação de técnicos e especialistas,
inclusive do exterior.
Harmonização de Cachaça com Charuto
Esta é uma outra grande atração da Feira. Especialistas
convidados estarão fazendo harmonização de cachaças de participantes
da Feira com charutos. Mais detalhes no início de maio.
Temas cada vez mais atuais deste agronegócio, tanto na área
de produção como apresentação, comercialização e exportação do
produto, estarão integrando a feira, dentro do objetivo de seus
organizadores de integrar, a um só tempo, aspectos técnicos,
entretenimento, lazer e negócios.
Informações
A Expocachaça 2007 será aberta às 12 h do dia 31 de maio, com
a visitação, nos dias 31 de maio e 01 de junho de 12h às 24 horas,
no sábado dia 02 de junho de 12 horas às 24 horas e no domingo, dia
03 de junho, último dia do evento, de 10 às 22 horas.
É esperado um público acima de 100 mil pessoas e, durante o
evento, um setor de informações e relações-públicas estará
funcionando permanentemente, com detalhes e sugestões sendo
apresentados, igualmente, em telão de palco e 13 televisões de alta
definição espalhadas pelas ruas da feira e coordenadas pela TV
Feira-Expocachaça.
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Ranking das melhores
cachaças brasileiras, prova status das cachaças mineiras.
A décima edição da Expocachaça que
acontece de 31 de maio a 3 de junho, durante a Superagro, no
Expominas, tem mais um ingrediente a comprovar a importância de sua
realização.
A revista Playboy do mês de abril
promoveu, mais uma vez, a sua já tradicional degustação para a
escolha das vinte melhores cachaças do Brasil, ouvindo alguns dos
maiores especialistas, estudiosos, pesquisadores e apreciadores da
bebida no País.
O resultado, para quem freqüenta, há
dez anos, a Expocachaça, não foi surpresa. Entre as vinte melhores
marcas selecionadas pelo júri, 55% são de Minas Gerais, ficando a
Vale Verde, de Betim, em primeiro lugar, a Anísio Santiago, de
Salinas, em segundo e a Canarinha, também de Salinas, em terceiro.
Além disso, um detalhe chama a
atenção: todas as seis primeiras colocadas são de Minas: além da
Vale Verde e Anísio Santiago, a Canarinha, de Salinas; a Germana, de
Nova União; a Claudionor, de Januária; e a Boazinha, de Salinas.
Para José Lúcio Mendes, criador e
coordenador da Expocachaça, a boa marca registrada pelas cachaças
mineiras é uma comprovação de que os esforços desenvolvidos em Minas
para aprimorar, qualificar e desenvolver a bebida estão produzindo
frutos positivos.
Minas foi o primeiro estado a
estabelecer parâmetros definidores de qualificação da cachaça,
abrindo espaços para que os produtores artesanais pudessem
conquistar novos apreciadores e mercados.
A criação de entidades
representativas, o surgimento de outras feiras e eventos de
degustação, a criação de Confrarias, Clubes da Cachaça, Cartas de
Cachaças e da profissão de cachacier e baristas nos
principais restaurantes e bares, somadas as ações implementadas
tanto pelo poder público como pela iniciativa privada, foram dando à
cachaça um novo status e uma aceitação privilegiada em relação a
outros destilados nacionais e estrangeiros.
Os resultados foram logo surgindo
junto com as novas marcas produzidas dentro de padrões definidos, o
aumento da produção e o reconhecimento qualificado, entre outras
ações, permitiram um melhor rendimento econômico e geração maior de
empregos, possibilitando, ainda, o início de uma fase mais positiva
de exportação.
A recente decisão do governador Aécio
Neves de conferir à cachaça status de patrimônio cultural de Minas é
mais um marco para a bebida, afirma José Lúcio Mendes, pois a coloca
em pé de igualdade com outros destilados nobres que têm, em seus
países de origem, posições simbólicas das próprias nacionalidades.
-Acreditamos, todos nós que
trabalhamos com este produto, afirma ele, que hoje a cachaça é um
produto marcante do país, não sendo surpresa que em recente
pesquisa, ela tenha sido colocada como o produto que mais tem a cara
do Brasil no exterior.
Exposição
José Lúcio e seu irmão Luiz Vicente
são testemunhas desse crescimento, tendo idealizado e participado de
inúmeros projetos e eventos de promoção e divulgação da cachaça no
Brasil e no exterior.
Foi daí que surgiu a idéia de criação
de uma feira que se tornasse referência em relação à cachaça,
abrindo espaços para a participação de todos os segmentos direta ou
indiretamente envolvidos com o produto.
Nesse rol se incluem, entre outros,
legisladores, grupos de pesquisas e cientistas, entidades de classe,
produtores e exportadores, fabricantes de garrafas, rótulos,
empresas de marketing e publicidade, apreciadores e estudiosos,
editoras e escritores, todos integrantes de um imenso universo nem
sempre percebido pelo grande público.
Ao longo de dez anos, isso tudo foi se
tornando realidade e, em sua décima edição, a Expocachaça confirma
sua vocação de maior feira do setor no país e referência nacional e
internacional de um evento dedicado a uma bebida.
Este ano, mais uma vez acontecendo
dentro da Superagro, a maior exposição do agronegócio em Minas, a
Expocachaça irá ocupar um espaço de oito mil metros, com dezenas de
expositores e stands que representam, praticamente, todos os
segmentos da cachaça.
Além disso, procurando assumir novas
feições, a Expocachaça torna-se também um evento que privilegia uma
das coisas mais queridas de Minas e do Brasil, que é a gastronomia.
É o Espaço Gourmet Show, com vários
restaurantes e bares, cafeterias, pontos de encontros e uma nova
fisionomia de design, permitindo ao usuário fazer da feira, não só
um local de negócios, mas igualmente de lazer, cultura, arte e
diversão. O lado sofisticado fica por conta da harmonização de
cachaças com charutos.
Qualquer freqüentador poderá passar o
dia inteiro na feira, que sempre terá coisas e fatos a conhecer,
espetáculos para participar e espaços para aproveitar.
Com informações permanentes em um
sistema integrado de comunicação, a Expocachaça apresentará ainda
novidades e novos produtos para o segmento de bebidas, incluindo a
presença de grupos técnicos, empresariais e comerciais de outros
países.
Espetáculos artísticos, numa parceria
com o SESC/MG, serão outros atrativos da feira, mostrando bandas de
música, violeiros, música dos anos 60 e 70, Bossa Nova, música
country e sertaneja, a já tradicional Russo Jazz Band, exposições de
miniaturas de fazendas, rótulos artísticos de cachaça e peças do
Museu da Cachaça, de Murai Caetano.
Pesquisa
Para José Lúcio, a pesquisa da Playboy
confirma aquilo que a Expocachaça vem demonstrando há 10 anos. A
cachaça é, cada vez mais, um produto que levantou vôo de um quase
obscurecimento para se tornar também um objeto de estudos e debates.
O júri da pesquisa, por exemplo, foi
escolhido a dedo, formado por Marcelo Câmara, degustador
profissional e autor do livro “Cachaça – Prazer Brasileiro”; João
Bosco Faria, doutor e pesquisador em química de destilados pela
UNESP e Unicamp; Erwin Weiwann, químico e mestre cervejeiro, autor
do livro “Cachaça- Bebida Brasileira”; Maria José Miranda, diretora
da Associação Brasileira de Bebidas; Paulo Magoulas, jornalista,
publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça; Cláudia
Fernandes, cachacista e presidente da Confraria do Copo Furado;
Maurício Maia, assessor e consultor especializado para cachaçarias;
Ronaldo Ribeiro, redator da revista Nacional Geográfica e autor de
reportagens sobre Anísio Santiago; Celso Nogueira, especialista em
destilados e palestrante sobre harmonização de cachaças e charutos;
Marco Antônio Miranda, líder da cachaçaria paulistana Consulado da
Cachaça; Sérgio Arno, proprietário da cachaçaria paulista
Universidade da Cachaça e colecionador com mais de 1600 marcas;
Moacyr Luz, músico apaixonado por cachaça; e Marion Brasil,
cachacista carioca responsável pela carta de cachaças de várias
cachaçarias do Rio de Janeiro.
Na pesquisa, das 20 melhores
colocadas, onze são mineiras:Vale Verde, Anísio Santiago, Canarinha,
Germana, Claudionor, Boazinha, Piragibana, Indaiazinha, Lua Cheia,
Seleta e GRM.
As outras selecionadas são: Casa Bucco
(RS), Armazém Vieira (SC), Magnífica (RJ), Maria Izabel (RJ),
Sapucaia Velha (SP), Corisco (RJ), Mato Dentro (SP), Abaira (BA), e
Volúpia (PB). |